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Torre Eifel

Lá estava eu na França, um país maravilhoso que sempre quisera visitar. Devido ao Ano da França no Brasil, não poderia de deixar essa oportunidade de lado.

Estava eufórica e quis conhecer seus pontos famosos. Com o maior prazer, logo estava na Avenida Champs Elysées, no Arco do Triunfo, na Torre Eiffel. Ah! Paris é linda.

Apreciadora de Arte, claro que fui ao Museu do Louvre, porém o que me chamou mais atenção, com relação à arte não foi o museu (com certeza com ele fiquei boquiaberta), mas sim uma pequena lojinha com uma senhora no balcão. Essa loja se chamava La Maison de L’Art Nouveau.

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Como todo turista, entrei nessa loja procurando souvenirs, mas me encantei com a beleza de tudo o que se encontrava à venda, até mesmo com a arquitetura da fachada da loja. A simpática senhora que me atendeu logo percebeu meu interrese, e me ensinou sobre uma vertente da arte que eu não conhecia, o Art Nouveau. Após alguns minutos de apresentação, começou a contar-me a história deste estilo artístico.
“O nome dessa loja foi baseado na galeria de arte de Siegfried (conhecido por Samuel Bing) que existia em Paris em 1895, a galeria percursora do Art Nouveau. Bing era colecionador e comerciante de gravuras japonesas. Essas gravuras exercem grande influencia sobre esse novo estilo de arte na época.
Em sua galeria, Bing criou espaços para uma exposição permanente de tudo o que se relacionava com o Art Nouveau e também para a comercialização de obras e objetos de mobiliário, que ele já vendia e que também seguiam o estilo (tanto dos melhores artistas franceses quanto de estrangeiros).
Como influência desse novo estilo, posso citar, além da arte japonesa, o movimento Arts and Crafts, o movimento Pré-Rafaelita, o Historicismo do Romantismo e do Barroco, o Revivalismo Gótico e Celta, o ideal wagneriano, a poesia simbolista de Mallarmé. Com muitas curvas, sempre com muita natureza e mulheres, assim mostrando leveza e curvas que são harmoniosas e belas.
Com início na Inglaterra, esse movimento artístico se espalhou por toda Europa, e depois pelo mundo todo. Era divulgado por periódicos especializados nessa arte, e em cada país, foi adaptado de forma diferente. Mas como elemento unificador, em todos os lugares, esse estilo se caracterizou pela busca de uma arte nova. Recebeu diversos nomes: na Bélgica recebeu os nomes de Pling Stijl ou Style Nouille, Mouvement belge, Style 1900 e Modern Style; na França recebeu o nome de Art Nouveau ou Style Moderne ou mesmo Style de bouche de Métro; na Alemnha, era o Jugendstil e, o Bandwurmstil; na Itália, Stile Liberty, Stile floreale ou Stile Inglese; na Espanha, o Modernismo; em Portugal, Arte Nova; na Inglaterra, chamava-se Modern Style, e na Áustria, o Sezessionstill e o Wiener Sezession como exemplo.
As primeiras manifestações do Art Nouveau se deram por volta de 1880, atingindo seu apogeu por volta de 1900 e chegando ao seu declínio por volta de 1910. Mas o estilo ele perdurou até a Primeira Guerra Mundial. Porém, em 1960, na Exposição de Paris, foi claramente demonstrada a vontade de reviver o Art Nouveau, devido às varias exposições baseadas no estilo ou com obras definidas por ele. Da mesma maneira que surgiu, o Art Nouveau foi desaparecendo.
Com a entrada de um novo século, e com as novas tendências que foram surgindo, sua popularidade foi desaparecendo, seus artistas foram mudando de estilo e começaram a adotar propostas mais rápidas, práticas e menos ornamentais. Com a evolução das máquinas, com a tendência para a cultura de massas e com a padronização industrial, que acaba por se refletir também na arte, o Art Nouveau foi desaparecendo, pelo fato de sua estética não conciliar com tais propostas mecanizadas. Aos poucos o Art Nouveau foi substituído pelo Art Deco.”

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Após fazer uma viagem fascinante pela França e pelo Art Nouveau, voltei para casa. Curiosa, fui atrás de pesquisas sobre essa corrente estética aqui no Brasil.
Encontrei as informações.

“Muito comum em Belém do Pará e em Manaus, o Art Nouveau brasileiro se deu na época da exploração da Borracha (1850 / 1910). Esse estilo de arte era muito comum em arquiteturas e pinturas decorativas da região, tendo como seu principal artista Theodoro Braga.”

Acima a foto do Viaduto Sta. Efigênia, em São Paulo que tem características deste estilo.

Torre Eifel

Nossa! Achei linda a arquitetura desse prédio em Barcelona, acredito que já sei para onde será minha próxima viagem. Não coloquei a foto, mas descobri que outros monumentos importantes de São Paulo possuem características afins com esse prédio e com o Art Nouveau. Encontrei tudo em um forum e pretendo postar no blog mais para frente!

Antoni Gaudí (1852-1926)

O prédio da foto foi projetado por Antonio Gaudí. Símbolo da cidade de Barcelona, esse arquiteto – ligado às novas concepções plásticas do modernismo catalão (variante local do Art Nouveau), cujos trabalhos têm forte influência de Eugene Viollet-le-Duc -, foi o responsável por um resgate das formas góticas da arquitetura em seu país. Duas de suas mais conhecidas obras são a Casa Milà (1905 -1907 acima), a a catedral chamada Sagrada Família, obras que desafiam a arquitetura convencional por não possuir linhas retas, e que já foram consideradas feias e sem preocupação com a utilidade, mas que hoje em dia são consideradas magníficas, pontos turísticos e marcos históricos da cidade. Existem várias percepções quanto à sua forma: uns dizem lembrar ondas de lava, outros colméias de abelha e assim por diante.

FracaBR Trabalho Academico
Este Blog é parte de um trabalho acadêmico orientado pela professora Cristine Fickelscherer de Mattos sobre o ano da França no Brasil, para avaliação da Matéria Estudos da Arte do curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Anhembi Morumbi.

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