Brasil & França

A França já está presente no Brasil através de uma programação cultural e de cooperação de qualidade. O Ano da França no Brasil visa, portanto aperfeiçoar e consolidar esta presença valorizando a competência e o know-how da França contemporânea, elementos sobre os quais deve se fundamentar a nova parceria estratégica franco-brasileira. Dentro desse espírito, a programação, que envolve todos os setores da nossa cooperação, é construída pelos dois comissariados em torno de três eixos:

– a França hoje : criação artística, inovação tecnológica ; pesquisa científica ; debate de idéias ; dinamismo econômico.
– a França diversa : diversidade do know-how ; diversidade regional ; diversidade sócio-cultural.
– a França aberta : busca de parcerias franco-brasileiras que devem inspirar os projetos ; parcerias franco-brasileiras com outros países do mundo (África, Caribe, América Latina).

O Ano envolve as principais cidades brasileiras e atinge todos os públicos. Está prevista a organização de manifestações itinerantes e de alguns grandes eventos populares, especialmente para as cerimônias de abertura. As cooperações descentralizadas entre regiões francesas e brasileiras são mobilizadas neste sentido. Enfim, a organização de uma campanha de comunicação bem secundada pela mídia brasileira permite conferir a visibilidade necessária ao Ano.

Modalidades de organização Pelo lado francês, a organização do Ano da França no Brasil depende do Ministério dos Assuntos Exteriores e Europeus. A organização é implementada pelo comissariado francês do Ano e por Culturesfrance, operador delegado do Ministério dos Assuntos Exteriores e Europeus e do Ministério da Cultura e da Comunicação para os intercâmbios culturais internacionais. As representações diplomáticas francesas e brasileiras estão mobilizadas desde a fase de preparação do Ano. Os outros ministérios e operadores envolvidos na organização do Ano fazem parte de um comitê de direção que se reúne periodicamente sob a autoridade do Ministério dos Assuntos Exteriores e Europeus.

A implantação de um comitê misto de organização composto, pelo lado francês, de representantes designados pelos Ministérios dos Assuntos Exteriores e da Cultura e, pelo lado brasileiro, por representantes designados pelo governo brasileiro, assegura a coerência de programação e dos compromissos orçamentários. O comitê se reúne alternadamente na França e no Brasil para aprovar a programação, o plano de comunicação e o financiamento do Ano. Essas reuniões são transcritas em atas aprovadas e assinadas pelas duas partes. Os projetos escolhidos pelo comitê misto são incluidos na programação oficial que lhes permite beneficiar-se da campanha de comunicação do Ano e, em alguns casos, receber apoio financeiro do fundo comum.

Os projetos apresentados por operadores brasileiros são apresentados ao comissariado brasileiro. Os projetos apresentados por operadores franceses são apresentados ao comissariado francês.

Modalidades de financiamento

Os dois países participam do financiamento do Ano, sendo as despesas divididas da seguinte forma :

A cargo da França :
– As missões preparatórias de seus especialistas e operadores efetuadas no Brasil e as missões de acompanhamento dos projetos realizados;
– As viagens ao Brasil das equipes, bem como o transporte internacional ida e volta das obras.
– Os seguros de « ponta a ponta » para as exposições, desde a retirada da obra do suporte de origem até seu retorno inicial, por ocasião do transporte e na zona de liberação alfandegária. As condições de transportes, de seguro, de escolta devem ser explicitadas com precisão quando de eventual circulação pelo Brasil.
– Despesas de produção inicial da obra se for o caso ou empréstimo da obra

A cargo do Brasil
– As missões de preparação dos peritos e operadores das estruturas anfitriãs
– As viagens no Brasil
– As estruturas responsáveis pela programação e que acolhem uma manifestação assumem o pagamento dos cachês, das diárias e hospedagem das equipes convidadas, colocam à disposição gratuita o local, assumem as despesas de produção in situ, os gastos com cenografia e montagem-desmontagem, o material audiovisual se necessário, o catálogo, as despesas de comunicação (cartazes, convites, etc) e os gastos com serviços de segurança.

Os dois países podem entrar em acordo sobre a criação de um fundo comum de ajuda aos projetos, completado pelo recurso ao mecenato. A coordenação do patrocínio é feita, pelo lado francês, pelo comissariado francês e o comitê de patrocinadores em ligação com as câmaras de comércio franco-brasileiras e, pelo lado brasileiro, pelo comissariado brasileiro. Os dois comissariados elaboram em conjunto um sistema de contrapartidas que satisfaça os patrocinadores franceses e brasileiros.

Campanha de comunicação A comunicação global cabe aos parceiros oficiais que recorrem aos serviços de agências de comunicação especializadas. Ela é implementada pelo comissariado brasileiro em estreita colaboração com os serviços da Embaixada da França e o Departamento de Comunicação de Culturesfrance. Um fundo comum para a comunicação é formado com este objetivo.